“O filho que não fiz
Hoje seria homem.
Ele corre na brisa,
Sem carne, sem nome.
Às vezes o encontro
Num encontro de nuvem.
Apoia em meu ombro
Seu ombro nenhum
Interrogo meu filho,
Objeto de ar:
Em que gruta ou concha
Quedas abstrato?
Lá onde eu jazia
Responde-me o hálito,
Não me percebeste,
Contudo chamava-te
Como ainda te chamo
(além, além do amor)
onde nada, tudo
aspira a criar-se.
O filho que não fiz
Faz-se por si mesmo.”
(DRUMMOND, 1951)
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