quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

AIESEC EXPERIENCE




Se tem uma coisa que me chamou muita atencao desde a minha chegada em Arequipa é a maneira como os trainees que chegam sao tratados pelo pessoal do CL local. É incrível. E recorrem-nos no aeroporto, e nos atendem de madrugada para responder as perguntas mais idiotas, do tipo, como faco uma ligacao internacional para celular sem pagar mais do que 5 soles, entre outras mais. E tudo com um ânimo e uma alegria incrível, nota-se muito bem que eles (ou melhor, a esmagadora maioria do pessoal que trabalha na AIESEC) gostam MUITO do que fazem, e realmente acreditam nos valores da instituicao. Acho isso de um potencial enorme para uma instituicao que nao se pretende profissional, no estrito senso da palavra, mas exerce um trabalho bonito, e muito bem feito. O pessoal de Arequipa tem ideias muito interessantes e avancadas em relacao a projetos e acoes sociais, e as vezes, com pressupostos simples.

Visitamos uma Casa de Olgar, que é mantida com o esforco de um casal e sua filha que abriga hoje mais de 20 criancas que foram abandonadas pelos pais em diversas situacoes. Nao contam com nenhuma ajuda PROFISSIONAL, ou seja, nao têm uma equipe com psicologo, advogado, assistente social, ou o que for. Em contrapartida, a figura da mae e do pai eles tem: e tem muito bem claras. Incrivel o respeito e o carinho que possuem pelos “papas”, nao comem antes deles, sao educadissimos e acatam aos seus pedidos sempre. E estes, por sua vez, além de todas as responsabilidades de manter a casa funcionando com comida, banho para todos, e todas as demais despesas basicas – que somam um gasto largo e frequente – ensinam aos niños todas as licoes que fogem da alcada dos profissionais que lotam os orfanatos no Brasil, e que originalmente, seriam a cargo dos pais. Do mais simples ao mais complexo. Ensinam a amarrar os calcados e sobre sexualidade. Conversam sobre religiao e sobre a importancia de manterem-se firme nos estudos para que possam chegar a universidade. E eles chegam, o que é mais incrível. Uma iniciativa simples, sem marketing algum, sem vaidade, sem suporte do governo ou de qualquer empresa privada - de uma família humilde em uma cidadezinha no sul do Peru que já mudou a vida de muita gente, aos poucos, sem pressa e sem medo. E nós ali, 5 jovens de paíeses diferentes, vivenciando ao vivo e a cores o que o pessoal da AIESEC local chama de “Agentes de Cambio”. É humanamente impossível retornar o mesmo depois de algo como isso.

O bem se faz aos pouquinhos o mal se faz de supetao.

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